A campanha eleitoral está viva e animada. Vejo um entusiasmo nos Sportinguistas que já não via há muito. No próximo Sábado no jogo com a União de Leiria é uma óptima oportunidade para colocarmos todo esse entusiasmo em prol do Sporting. Os bilhetes têm um preço acessível. O jogo não é muito tarde. Vamos encher as bancadas. Vamos mostrar que o Sporting está vivo. Vamos cedo para a bola, criar aquele ambiente único de dia de jogo em Alvalade, que está um pouco esquecido.
Ir a Alvalade no Sábado é também uma boa oportunidade para quem ainda tem dúvidas, é lá que as pode esclarecer, já que todas as listas e candidatos andaram por ali certamente. Embora lá! Vamos fazer um ensaio para o Sábado seguinte, no que esperemos que seja as eleições com maior afluência de sempre. A mudança no Sporting começa em nós! Porque o Sporting somos nós!
Eu vou! Portugal há muito que necessita de uma revolução na classe política que nos governa. Uma mudança radical de paradigmas que só pode partir dos jovens, que só pode partir de nós que somos o futuro deste país. Espero que este protesto leve ao despertar dos jovens deste país e que leve à constatação pelos mais distraídos que todos temos o direito e o dever de exercer a nossa cidadania.
A música dos Deolinda serviu para esse despertar? Receio que não. Li o manifesto por detrás deste protesto e parece-me mais do mesmo. É um manifesto que tem tudo para dar razão aos que tanto nos criticam e que têm tentado ridicularizar esta manifestação. Parece-me feito em cima do joelho, mal estruturado, com motivações egocêntricas e que não apresenta soluções. É um protesto sectário e que se tenta basear na revolta pessoal e não na colectiva. Dá um ar de que está a chamar para a luta os jovens que sintam na pele a precariedade e o desemprego e que participem porque exigem mais para eles próprios e por eles. Portanto exemplifica o pensamento de “eu quero é o melhor para mim”. Deixo por isso a pergunta: mas não é isso que tanto criticamos nos políticos? Queremos ser iguais a eles?
Não vejo diferenças para com as manifestações de professores, enfermeiros, funcionários públicos, dos funcionários das empresas de transportes públicos, etc. Sem desprimor por estes, penso que é este tipo de pensamento egoísta um dos grandes entraves ao desenvolvimento do nosso país. Não vejo diferença do resto dos protestos de hoje nem vejo dos protestos de ontem (15-30 anos atrás). E se queremos um país que mude, temos de mudar de mentalidades.
O que devia motivar os jovens para a luta é essa mudança de mentalidade. É uma mudança urgente na classe política. Não deviam despertar porque os “Deolinda” numa música os lembraram que não tinham um bom emprego e que isto está mau. Pois é amigos, isto está mau e já é de há muito tempo para cá. Pede-se menos desemprego e precariedade para os jovens? Mas existe alguma lei ou decreto que torne isso possível? E se houvesse, como se conseguia isso? Mandando para o desemprego os nossos pais e os pais dos outros para irmos para o lugar deles?
Como é fácil de perceber, não se resolve nem o problema do desemprego nem o da precariedade (dos mais jovens e dos menos) de uma forma isolada. Portugal precisa de uma mudança em todo o seu sistema económico, político e social. E era por ela que devíamos estar a lutar.
Pior que o manifesto ser simplista e demagógico são as interpretações que vejo serem feitas dele, atráves de conversas com amigos que vão a manifestação e espelhadas tanto nas conversas de rua como no mural do protesto no Facebook. O Manifesto até tem uma ou outra afirmação interessante. Mas o manifesto foi mal comunicado tal como o protesto foi mal divulgado e promovido. Eu sei que se fosse menos demagógico teria menos adesão. Mas o que será mais importante? Ter muita gente no protesto ou realmente mudar mentalidades? Eu prefiro que mude alguma coisa depois de dia 12 de março. Não deviamos desperdiçar esta grande oportunidade. Espero que deste protesto saia um despertar dos jovens para a cidadania e não um maior adormecimento. Chega dos portugueses só exigirem, só pedirem sem nunca estarem dispostos a exigir-se a si próprios e a participar.
Eu vou. Vou porque sou um optimista. Optimismo que me leva a pensar que mesmo aqueles que como eu não se revêm no manifesto deste protesto, devem ir. Porque estes Senhores, apesar de terem o grande mérito de terem começado tudo isto e o mérito da mobilização que conseguiram, não são os donos desta luta. E vou porque penso que esta demonstração de força dos jovens pode ser um sinal de mudança. Um sinal que nos faça acreditar e que preocupe quem nos governa.
Mas sei que a maioria só vai pelo pensamento do “nós contra eles”, do “eu tenho direito a bom emprego” ou “eu quero um carro bom e uma boa vida como as gerações anteriores de licenciados tinham”. Mas dentro do meu optimismo espero que também estejam lá muitos como eu, que vão porque querem um país melhor, tanto para os jovens como para os menos jovens. E espero que no fim deste protesto ainda sejamos mais a pensar assim.
Espero que amanhã os jovens deste país dêem um pequeno passo em frente para a tão necessária mudança.
P.S. Isto de fazerem a luta num dia em que o Sporting joga à tarde não está com nada. Lutar sim, mas só até as 18h...
É a estreia das crónicas no "O Cantinho de Antuérpia". Vou começar com o tema que mais me preocupa actualmente na vida do Sporting Clube de Portugal. O Sportinguismo...
Faz hoje um ano que estava em Madrid para apoiar o Sporting. Mas que grande tarde de Sportiguismo foi. Só quem a viveu percebe do que estou a falar. Orgulho e paixão Sportinguista no seu auge máximo. Eu quero este ambiente único de volta em Alvalade e por todos os estádios do país e estrangeiro onde o Sporting jogue. Eu quero este ambiente único nas tardes dos jogos em Alvalade, com um pavilhão onde apoiaremos as nossas modalidades. Eu quero aquele Sportinguismo alí vivido de regresso à Alvalade!
Eu tenho saudades de grandes vitórias, de grandes equipas e de grandes treinadores. Mas a primeira coisa a recuperar no Sporting é esse Sportinguismo. Aquele Sportinguismo de orgulho e de apoio à equipa, mesmo em tempos maus como o jejum de 18 anos. Era um ambiente contagiante que passava dos graúdos para os miúdos. E era invejado por todos os rivais. Sem recuperarmos isso primeiro, as vitórias ficam bem mais distantes.
Está na altura de voltarmos a ser o que sempre fomos, diferentes! Está na altura de o Sporting voltar aos sócios e simpatizantes para estes voltarem ao Sporting. Mas nós Sportinguistas também temos culpa pelo actual estado do clube, vamos na conversa da comunicação social (que puxa o Sporting para baixo o máximo que consegue), deixamo-nos ir pelo discurso excessivamente financeiro e acomodado de alguns dos nossos ex-dirigentes e fomo-nos deprimindo.
Temos que voltar a Alvalade, temos de voltar a ser sócios e temos de nos fazer sócios se nunca o fomos. Não é afastando-nos do clube e não sendo sócios que contribuímos para as coisas mudarem, bem pelo contrário contribuímos é para tudo ficar na mesma. Uma atitude dessas não é estar revoltado, é estar acomodado e indiferente. Se queremos o clube no seu lugar, temos de ser sócios e temos de participar na vida do clube através das Assembleias Gerais.
E os sócios (com mais de 12 meses de associado) têm que ir votar na Assembleia Geral Extraordinária de dia 26 de Março e votar numa mudança. Votar num regresso ao que é o Sporting Clube de Portugal. Porque eu sou de um clube de gente de classe e diferente, mas sou de um clube popular. Não sou de um clube de uma pequena elite. Porque o Sporting Somos Nós!!!